30 de jun. de 2015

Defendo os Trabalhadores, sou contra o projeto de terceirização!

   
 O trabalho humano é a principal fonte para agregar valor a um bem. E em momentos difíceis, também serve como possibilidade de manter o lucro do capital ou minimizar sua crise, espremendo mais ainda o seu basilar meio de acumulação, o trabalhador. Nesta lógica, mas sob o pretexto de regularizar a vida de 11 milhões de trabalhadores terceirizados o PL 4330 de autoria do deputado federal Sandro Mabel (PMDB-GO), que legaliza a contratação de prestadoras de serviços para executarem atividades-fim nas empresas brasileiras. O problema é que seu efeito “destrutivo” é infinitamente maior que o “construtivo”. Pois, Consequentemente, torna nula a CLT e joga no lixo os direitos dos trabalhadores conquistados com sacrifício, suor, lagrimas e sangue ao longo de várias décadas.
    De acordo com o Dieese, em média um trabalhador terceirizado trabalha três horas a mais por semana e ganha 27% menos que um empregado direto e 4 em cada 5 acidentes de trabalho ocorrem com trabalhadores terceirizados.
    A CTB juntamente com outras centrais sindicais, afirmam que, se aprovado, esse projeto, contribuirá com a precarização do trabalho de 37 milhões de trabalhadores e trabalhadoras desse país. Sustentam que os chamados “coopergatos'' (cooperativas montadas para burlar impostos) e as pessoas-empresa (os conhecidos “PJs'') irão se multiplicar e o nível de proteção do trabalhador cair. Segundo eles, setores como empresas têxteis, de comunicações e do agronegócio têm atuado pela legalização da terceirização em qualquer atividade com pesados lobbies no Congresso Nacional.
    Um parecer assinado por 19 dos 26 ministros do Tribunal Superior do Trabalho foi enviado à Câmara dos Deputados, criticando o projeto de lei e alertando para as consequências negativas de sua aprovação. Ao permitir a generalização da terceirização para toda a economia e a sociedade, certamente provocará gravíssima lesão aos direitos sociais, trabalhistas e previdenciários no país, com a potencialidade de provocar a migração massiva de milhões de trabalhadores hoje enquadrados como efetivos das empresas e instituições tomadoras de serviços em direção a um novo enquadramento, como trabalhadores terceirizados, deflagrando impressionante redução de valores, direitos e garantias trabalhistas e sociais. 


“Trabalhadores do Brasil uni-vos”! Ou as consequências serão incalculáveis e irreversíveis.


Julio Ribeiro

27 de jun. de 2015

Aniversário de Canoas

Parabéns a cidade que me acolheu com tanto carinho!
Parabéns Canoas!
27.06.2015

Feira do Livro de Canoas

Sábado ensolarado uma boa oportunidade para visitar a nossa Feira do Livro de Canoas, confirmando sua posição de segunda maior feira do livro do Estado. Assistimos a entrevista do escritor cubano Leonardo Padura que escreveu entre outros, " O Homem que Amava os Cachorros " sobre o assassinato do Trotsky.


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" A Chegada dos Tamptons " é o nome do livro do Fernando Lima que foi lançado no dia 24/06, na Feira do Livro de Canoas. Tamptons são bonequinhos feitos de tampinhas de garrafas Pet .

Entrega da quadra coberta


Na semana do aniversário de 76 anos de Canoas quem recebe o presente são as crianças. Inauguramos hoje, dia 24, a quadra coberta da Escola Odette Yolanda Freitas no bairro Mathias Velho, dirigido pela batalhadora diretora Ana Cori.


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Um grande sonho de centenas de estudantes foi realizado hoje, dia 24.06, com a entrega, pelo prefeito Jairo Jorge, da quadra coberta da EMEF Ministro Rubem Carlos Ludwig, no bairro Mathias Velho, dirigido pela Daniele Ilha Bertollo que tem demostrado grande empenho e dedicação à escola.

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23 de jun. de 2015

Redução da maioridade penal ou da impunidade?






A Solução encontrada pelo Congresso Nacional para dar alguma resposta à sociedade, diante de um cenário de satanização da política, corrupção e fraude é requentar a Proposta de Emenda à Constituição que reduz a maioridade penal (PEC 171/93), como se isso por si só, fosse o mata-borrão dos males da Nação.
A meu ver, caso aprovada, o prejuízo será imenso para todos nós. Pois, o sistema penitenciário brasileiro está caótico e falido e não comporta nem mesmo a população carcerária já existente, além de serem dominados por facções criminosas que atuam dentro e fora dos grandes presídios, usados como espaço de constante aprimoramento para o crime e recrutamento compulsório de novos membros.
Nessa lógica, quanto mais jovem forem os infratores recolhidos aos grandes presídios, maior será a longevidade do criminoso. Contudo, muitos podem alegar que os bandidos usam os jovens para traficar, matar e carregar as armas. O que pode ser verdade, porém, o que impedirá o bandido aliciador de reduzir a idade também para o ingresso no crime, de 16 para 15 ou 14 anos?
Imagem Gnotícias
No âmago da questão está o clamor pelo combate a toda e qualquer impunidade, que as pessoas tenham a certeza da punibilidade, saibam que ao cometerem qualquer ato criminoso como matar, machucar, dirigir embriagado e causar acidentes, desmatar as florestas, jogar lixo em mananciais, adulterar leite, fraudar licitações, sonegar, roubar, enganar, lesar, traficar, ameaçar, maltratar crianças, idosos e até animais, seriam responsabilizados e presos.
Uma sociedade tolerante em demasia não educa seus cidadãos e não consegue estabelecer regras claras e transparentes a fim de fortalecer o aparato das instituições garantidoras da observância das normas. O que se forja nesse contexto, é o surgimento de políticos que relativizam o conceito de honestidade, além de naturalizar uma gama de relações gelatinosas pautadas pelo jeitinho e pela esperteza que permeiam todo o tecido social.

Julio Ribeiro
Professor, sociólogo e
Secretário Especial de Atendimento ao Cidadão